Cadeira que tem tudo pra ser afudê, ainda mais nessa vibe EXPERIMENTAÇÃO GRÁFICA SUPREMATISTA que ando.
Primeiro, listou-se quatro características da pessoa criativa:
1. Flexibilidade: criar coisas, possuir idéias das mais diferentes naturezas. Lidar com os apostos, desviar dos caminhos.
2. Fluência: maior número de idéias em um curto período de tempo. Repertório.
3. Originalidade: encontrar soluções não pensadas até o momento.
4. Nomadismo/Abertura: estar aberto para o novo, mas sem ingenuidade. Transitar por diferentes caminhos, mesmo com medo e com dor. Não se manter confortável. Aceitar idéias e tentar entender idéias contrárias, mesmo que tu não as aceite.
Enfim. Acredito que existam tantas outros características que podem descrever um espírito criativo, mas acho que é um bom ponto de partida.
Em seguida, iniciamos uma tarefa, dividida em três partes.
Parte 1: Associação
Recebemos quatro palavras (1. Saco / 2. Unha / 3. Prato / 4. Chuva) e a partir daí, tínhamos três minutos para escrever palavras relacionadas. Gostei desse exercício pois, num pequeno período de tempo, pensei em certas situações que saíam um pouco da casinha normal que estou acostumado a me manter (unhas tristes por serem daltônicas e não poderem aproveitar as belezas de um esmalte colorido, por exemplo).
Parte 2: O que eu faria se...
Aqui, recebíamos situações e deveríamos reagir a elas de alguma forma, também com três minutos para adicionar o máximo de idéias possíveis ao papel. Os desafios foram (1....tivesse perdido os dois braços / 2. ...minha urina tivesse gosto e cheiro de frutas / 3. ...não anoitecesse mais / 4....eu trocasse de sexo a cada seis meses / 5....descobrisse que eu era fruto de um estupro). Acredito que não me dei muito bem nesse, principalmente pelas barreiras MORAIS, principalmente na quinta pergunta, onde não pensei coisas que fugissem do óbvio.
Parte 3: Perfil criativo.
Foi mais um teste, onde eram dadas afirmações do tipo: "Não aceito que interfiram em minhas idéias" ou "Prefiro discutir minhas idéias com o grupo" e marcava-se Concordo ou Discordo.
Gostei bastante do primeiro exercício, pois ele me forçou a pensar e pensar sem limitações, se aquilo era bom ou ruim, já pensado ou não. Gosto bastante de ler sobre criatividade e métodos criativos, mas nas vezes que me defrontei com o momento de criar, de pirar livremente, mantive os mesmo hábitos anteriores, de tentar logo ter uma idéia boa, o que acaba prejudicando o processo de ter boas e diferentes idéias.
Primeira tarefa da disciplina: modelar uma cadeira. A escolha do modelo era livre.
Escolhi uma DSW dos Eames, com os pés de madeira. Coisa linda do deus do design.
Com relação à modelagem, ela me pareceu equilibrada: nem tão fácil como a Red/Blue do Rietveld, nem tão difícil quanto, seilá, uma cadeira bizonha qualquer de bichinhos de pelúcia dos Campana.
Mas modelagem é bem mais complicado que eu imaginei. Ainda mais no Blender, um software que não tem cara de que faz grandes amigos em seilá, uma FESTA de SOFTWARES, onde o Cinema 4D seria o cara legal, de fácil acesso; o Sketchup seria o mais fácil de lidar, mas ainda meio crianção e com uns rompantes de birra adolescente e o próprio Blender ficaria lá no canto, tomando uma Coca, com cara de emburrado e rabiscando BÁSKARA num guardanapo.Enfim.
No fim das contas, fiz malemal UMA PERNA da cadeira. Só não posto aqui porque ainda não aprendi nem a renderizar a droga da minha imagem nesse programa.
Ê lele.
Fomos de cabeça para a primeira atividade dessa cadeira: lixar um cubo de poliuretano. Na modelagem de protótipos o PU serve como a base, uma espécie de enchimento, para dar peso e estruturação pro objeto. Os cubos desse material se assemelham a uma espécie de espuma, só que um pouco mais rígida.
Tipo isso ^ (crédito da foto)O cubo tinha dimensões variáveis - entre 90mm e 100mm cada face. Tínhamos de lixar até a forma ficar em 80x80x80mm. E dá-lhe movimentos circulares em cima da lixa pra diminuir o bicho. No início foi dificil pois, com a pressão que a mão exercia sobre um lado da peça, deixava a peça totalmente fora de esquadro. Depois, percebi que a cada movimento circular em cima da lixa eu deveria girar o cubo (no seu próprio eixo) em 90º, usando a pressão da minha mão da mesma maneira em todos os lados da face. Assim ficaria tudo reto sem necessidade de ajuste posterior.
Usando o paquímetro analógico, podemos nos certificar que todas as medidas foram respeitadas.
Paquímetro ^ (crédito da foto)
Usando o paquímetro analógico, podemos nos certificar que todas as medidas foram respeitadas.
Após conferidas as medidas e feitos os ajustes, passamos para o próximo passo: revestir o cubo com papel timbó. Não sei dizer qual é a gramatura desse papel, mas ele se assemelha com uma lâmina de madeira. É bem resistente.
(sinal)
Trabalho que fiz na cadeira de Metodologia do Projeto, analisando a embalagem sachê de Nescau.