Atenção: esse texto não fui eu que escrevi. Além disso, é só um trecho (o completo pode ser lido aqui).
Quinze minutos* é um bom tempo para um discurso vazio. Mas é muito pouco se você quer trazer um ponto de vista relevante, original e provocador. Por isso, muitas vezes no TED, você assiste as palestras, acha superlegal, mas tem que ver uma segunda vez para absorver o conteúdo. É denso para quem ouve. E é tenso para quem fala.
Pensando nisso, resolvi fazer um complemento à minha palestra. O vídeo, sozinho, talvez não consiga explicar tudo o que eu queria. O texto, sozinho, talvez fique incompleto. O legal é ver os dois e, aí sim: tirar as suas próprias conclusões. Concordando, discordando, não importa.
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No último dia 13, em vez de falar de criatividade, que é um tema que geraria muito mais engajamento, eu decidi falar de educação. Em vez de trazer novas teorias sobre os comportamentos digitais, ou de vez de trazer histórias subversivas da Perestroika, eu decidi me transformar num vetor de mudança do nosso sistema de ensino.
É bem menos glamouroso? É. Mas o TED não é um concurso de beleza. O TED é um local para que as pessoas espalhem ideias que valem ser divididas com o mundo. E eu acho que, se queremos que o Brasil vire um potência mundial, precisamos de bem mais do que enfrentar tsunamis como se fossem marolinhas. Precisamos bem mais do que Obama dizendo que somos o cara. Precisamos de um sistema de educação que olhe para frente, para o mundo que a revolução digital está construindo.
Minha visão sobre o novo papel da educação é questionadora, talvez polêmica. Mas tem gerado bastante interesse e debates superconstrutivos com grandes nomes do meio. E, pelo menos até agora, tem funcionado para a Perestroika.
Num primeiro momento, gera uma certa resistência, principalmente com as pessoas mais antigas. Por outro lado, têm gerado uma simpatia muito grande do grupo que é quem realmente importa: a nova geração.
Essa galera costuma ouvir o discurso, balançando a cabeça positivamente, e resmungando um É isso aí.
Eu gosto de aceitar o fato que essa galera chegou, tomou conta e está mudando o mundo de forma irreversível. A gente pode brigar com esse fato. E se fizer isso, vai continuar acreditando que o atual modelo de escola está adequado para os caras que nascem com um Iphone na mão. Ou pode aceitar o fato e se adaptar à nova realidade. É mais ou menos por aí que eu penso.
Evidente que não existe verdade absoluta. Nenhuma teoria põe por terra as anteriores. Não acho que tem que pegar tudo o que foi dito até hoje e jogar no lixo. O legal é a complementariedade.
Concluindo: se eu não tivesse quinze minutos, mas duas horas para falar sobre o que eu acredito, provavelmente teria me aprofundado em alguns dos seguintes pontos:
1. Na nova educação, inspirar > transmitir conteúdo
Imagine você que os detentores do conhecimento sempre estiveram no poder. A História confirma: a dominação sempre veio pela sabedoria de uns e pela ignorância da maioria.
Agora, pare e pense no mundo de hoje. Praticamente todo o conteúdo da escola tradicional está disponível, free. O Google tem como missão organizar toda a informação do mundo e torná-la universal. A lógica open source e a inteligência coletiva cada vez ganham mais força. O modelo freemium é o modelo que está transformando a nova economia.
Além disso, lembre a internet tem uma “polícia do Bem”, que controla os baderneiros. Então, quem decide editar um wiki com informações falsas e incompletas, é automaticamente repreendido pela comunidade virtual e banido do sistema.
Sendo assim, deter o conteúdo não é mais o diferencial. Qualquer um, com um clique, com as curadorias ...
Continua lendo aqui: http://goo.gl/ofhJt
Vale muito a pena e, assim que baixar a poeira da faculdade, quero escrever sobre tudo isso.
